Maranhão sempre preferiu compor só. “Prefiro ficar sozinho para criar,” diz o artista. Acredita que seu processo não é lá muito simples de explicar. Ainda hoje tem música antiga que vez por outra volta e trabalha um pouco, embora não goste de começar nada sem terminar. Fez até hoje muito pouca parceria mas, quando faz, prefere primeiro entender bem o parceiro e só depois vai pro seu canto matutar. Admite ser do time de Vinícios: “parceria é um casamento sem sexo”! diz brincando. Não sabe dizer antes o que vai fazer. “É muito misterioso”… afirma. Faz, e mostra quando está pronto. Assim foi com Renato Teixeira (“Mulata bem suada”, “Bloco da bandeira” gravação MPB-4), com Antonio Carlos Maranhão (“Esse é meu destino” gravação Chico Maranhão, Renato Teixeira e Sergio Reis), com Sérgio Habibe.(nas músicas da peça “O Sonho cor de rosa”, (inéditas), e em “Quadrilha” com Sérgio Habibe, Ronald Pinheiro, Josias Sobrinho e Goldão (gravação Chico Maranhão entre várias outras), com Toquinho (“A outra”, gravação Ivete). E vai por aí…
